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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Pernambuco no ‘Cinema com Farinha’

Diretor goianense assina obra concorrente ao prêmio de melhor ficção


O novo curta-metragem do cineasta goianense Ademir D’Paulo, “A Passagem” estréia no “II Cinema com Farinha” – Festival Áudio-Visual do Cinema Paraibano - que acontecerá de 28 a 30 de agosto, na cidade de Patos.


“A Passagem” é o único representante de Pernambuco no Festival e disputa os prêmios na categoria de ficção. De acordo com Ademir, participar de festivais é sempre importante para a valorização do trabalho de qualquer profissional da sétima arte.


“Fico muito contente em representar Pernambuco nesse festival que certamente valoriza bastante o trabalho de toda a nossa equipe e nos projeta a uma visibilidade nacional, principalmente se formos agraciados com um prêmio. Mas, apenas participar já é uma grande vitória e um reconhecimento do nosso trabalho”, ressaltou o diretor goianense.


O curta-metragem realizado por diretores e atores pernambucanos tem coordenação de Ari Marques, direção de produção de Antônio Moreira, direção de fotografia de Antônio Moraes, direção de arte de Joane Silva e produção executiva de Everaldo D’Ever.


O elenco conta com talentosos atores da cena contemporânea. Entre eles podemos destacar Sibele Soriano, Heleno Bispo, Júlio Martins, Gabi Holanda e Everaldo D’Ever, onde seus personagens se envolvem numa intrigante estória de tensão e suspense após um grave acidente de carro.


Agora é torcer para que “A Passagem” ganhe um dos prêmios do Festival Áudio-Visual do Cinema Paraibano. E, quem sabe, através desse reconhecimento a cidade de Goiana possa ser ‘apresentada’ a um de seus filhos ilustres, o diretor de cinema Ademir D’Paulo.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Xilogravura corre risco de extinção! (Coluna: Alto Falante)

Segundo os estudiosos a xilogravura tem a sua origem na China, no século VIII onde era utilizada para a impressão de ideogramas. No continente europeu a partir de 1500, torna-se uma ferramenta na difusão de imagens do Evangelho para a maioria da população analfabeta que não tinha acesso à Bíblia.

No Brasil a xilogravura pode ter vindo com os missionários portugueses que podem ter ensinado aos índios, contudo, a sua popularização aconteceu no século XIX, principalmente na região Nordeste, juntamente com o a literatura de cordel. Já nas primeiras décadas do século XX o artista plástico Lasar Segall leva essa arte para os círculos acadêmicos influenciando outros artistas.

Em nossa região o destaque fica por conta do paraibano radicado na Zona da Mata de Pernambuco, João da Costa leite, cordelista e xilogravurista que recebeu do governo do Estado o título de patrimônio vivo, e esse fato mostra que há necessidade de proteger essa arte, para que as próximas gerações tenham a oportunidade de conhecê-la.

Em Goiana, pela razão do crescente interesse na literatura de cordel há uma perspectiva do surgimento de xilogravuristas para atender essa demanda que nasce. Inclusive, o historiador e artista plástico Cosmo de Souza está fazendo um projeto de pesquisa para uma tese de mestrado, baseado no tema.

Hoje, infelizmente a figura do xilogravurista está desaparecendo, restando apenas alguns genuínos representantes, e a maioria está com idade avançada e talvez levem consigo as suas experiências e segredos deste ofício tão importante.

O que seria lamentável, uma vez que parte de nossa identidade cultural nordestina está contida na xilogravura.

Por Luiz Duarte

terça-feira, 1 de abril de 2008

Poetas goianenses comemoram o Dia Nacional da Poesia em praça pública

No dia 14 de abril comemoram-se o nascimento do poeta baiano Castro Alves, e, também, o Dia Nacional da Poesia. Em Goiana, a data foi lembrada com um recital na Praça João Pessoa no dia 15 de Março, que teve a participação de vários poetas goianenses. O evento foi uma iniciativa do movimento literário Silêncio Interrompido, pelo terceiro ano consecutivo.
O recital contou com um bom público que assistiu às declamações de poemas dos mais variados temas e estilos. O mestre de cerimônias da festa foi o poeta Felippe Wolney, que brindou os presentes com suas poesias nervosas e uma performance teatral que expressa a emoção do escritor em dividir com os outros a sua arte.
Quem também declamou muitas poesias foi o “Poeta do Efêmero Eterno”, Ademauro Coutinho, que arrancou muitos aplausos do público, provando ser junto com Wolney os mais apreciados poetas da nova leva de menestréis goianenses. “É muito gratificante estar aqui levando a poesia para as pessoas. E, esse ano o público foi maior do que esperávamos. Acredito que as várias mídias que estamos utilizando ajudarão a popularizar esse gênero literário” afirmou Ademauro.
Já Wolney falou sobre a utilidade da poesia e o aspecto pessoal dessa arte. “Fazer poesia é algo muito pessoal para mim, é a arte libertária e uma forma de falar da história de um povo, as suas esperanças e desventuras”, disse. O poeta ainda comentou sobre o seu descontentamento com a falta de articulação dos artistas locais. “Todos que fazem arte em Goiana, ainda fazem baseados na afinidade pessoal; alguns se juntam em torno da música, poesia, artes plásticas ou mesmo o teatro, mas, não há uma ação em grupo, o que fatalmente facilitaria o diálogo como poder público”, concluiu.
O evento que aconteceu pela terceira vez, este ano chamou maior atenção das pessoas e da mídia local, com cobertura da imprensa escrita, além da Rádio Comunitária Boas Novas FM ter promovido uma entrevista com os organizadores. Agora vamos esperar pelo próximo ano.
Ainda sobre o dia da poesia, Sebastiana de Lourdes, foi entrevistada pela Rádio FM Maravilhas, onde com muita desenvoltura, declamou algumas de suas poesias, entre o erudito e o popular, sobressaindo-se o cordel nos versos de Preconceito, Misturança, Despedaçada, entre outras.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Especial de Carnaval: A Viúvas Virgens 2008









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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Especial de Carnaval: As Atraentes 2008










Quanta Beleza! Bela folia!

Especial de Carnaval: As Mufumbadas 2008









Especial de Carnaval: Bloco da 3ª Idade


Carnaval na boa idade! Fantasias, confetes, serpentinas, muito frevo e folia! Alegria assim é só para quem sabe aproveitar com bastante sabedoria!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

POESIAS GOIANENSES

Observe e absorva!

O Jornal A Cidade publicará "Poesias Goianenses" como parte de seu conteúdo on-line. Aproveite!

Idealizador do projeto: Philippe Wollney (philippewollney@yahoo.com.br)

domingo, 2 de dezembro de 2007

Alto Falante (8ª edição)


Quem não se comunica, se trumbica!

Goiana é uma cidade que tem uma forte ligação com a história da comunicação. Por isso mesmo, um lugar acostumado à informação e à rapidez com que ela é propagada, seja pelos jornais que por aqui circulam ou pelas rádios locais - os mais rápidos meios de informação e os que têm o maior alcance, além de possuírem uma programação de 24 horas no ar. Então, não é desprezível o poder que essas ferramentas possuem no papel de formar opinião, confrontar idéias, trazer entretenimento e interação efetiva com a comunidade. E neste último quesito as rádios locais o fazem muito bem.
Diariamente programas ao vivo flagram e denunciam as mazelas que acometem nossa cidade, permitindo ao cidadão o direito de expressar as suas opiniões e questionamentos sobre os mais variados temas. Se quisermos propagar idéias e inaugurarmos um novo tempo para a cultura, a educação e a cidadania do nosso povo, estamos muito bem equipados com três rádios e dois jornais impressos.
Contudo, as emissoras locais, apesar de terem uma identificação popular, ainda não investem na produção cultural goianense. Se na sua grade de programação fosse inserida com ênfase a cultura local, sem a pressa de uma resposta rápida dos seus ouvintes, gradativamente criaríamos um mercado que valorizaria a nossa cultura. Ora, o povo para se entender cidadão consciente de seu papel, precisa também assimilar sua identidade e isso se faz valorizando a produção desenvolvida no município. Pois só assim o que é aldeia passa a ter um caráter universal; a estética que se tem aqui não se tem em nenhum outro lugar, isso é uma particularidade e um diferencial.
Embora algumas iniciativas genuínas tenham ocorrido, por razões comerciais naufragaram. Foi o caso do programa vinculado à Rádio Comunitária Boas Novas FM, intitulado Balacubaco que visava trazer para os ouvintes a música de Goiana e de Pernambuco. Mas, infelizmente teve uma vida curta. As emissoras comerciais também divulgam alguns artistas da cena local, porém, estes são esmagados pelo apelo comercial dos artistas da moda, que representam o interesse de poderosas gravadoras e esquemas do show bussines.
Temos a consciência de que uma rádio possui sua necessidade de patrocínio comercial, para continuar em atividade. Porém, é possível a construção de um equilíbrio baseado no caminho do meio. Ou, talvez, tenhamos que buscar inspiração no movimento deflagrado na Europa, durante a década de setenta, chamado de “Rádios Livres”, que não tinham fins comerciais, nem lucrativos e visavam difundir a liberdade de expressão e a cultura. Este movimento deu origem às rádios comunitárias de hoje.

Luiz Duarte

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